O cenário varejista no Brasil está em constante evolução, impulsionado por mudanças econômicas e sociais que moldam os hábitos de consumo. Nos últimos anos, o crescimento das classes sociais C e D têm desempenhado um papel fundamental nessa transformação. Mais do que consumidores, essas classes emergentes se tornaram o novo motor do varejo, criando oportunidades para marcas que sabem como atender às suas necessidades e expectativas.
Quer entender como o aumento do poder aquisitivo dessas classes está moldando o mercado varejista? Continue a leitura.
O avanço das classes C e D no Brasil
As classes C e D são segmentos sociais definidos com base na renda familiar e outros indicadores socioeconômicos. De acordo com critérios do IBGE e da FGV, a classe C é composta por famílias com renda mensal entre R$ 2.705,00 e R$ 6.491,00, enquanto a classe D abrange aquelas com rendimentos entre R$ 1.620,00 e R$ 2.704,00.
Ainda de acordo com o IBGE, essas classes representam atualmente cerca de 70% da população brasileira, ou aproximadamente 150 milhões de pessoas. O aumento da renda disponível, impulsionado por programas sociais, acesso ao crédito e crescimento de empregos formais, fortaleceu o consumo dessas classes, que agora têm a liberdade de buscar mais do que necessidades básicas: elas desejam acesso a experiências e produtos de qualidade.
Esse movimento gera um impacto significativo no varejo. Um estudo da Nielsen aponta que 47% do consumo brasileiro vem das classes C e D. Itens como alimentos, vestuário e bens duráveis estão no topo da lista, mas também há uma busca crescente por serviços e experiências, como entretenimento e alimentação fora de casa.
Como o varejo se adapta a esse novo perfil de consumidor
Expansão para regiões mais periféricas
Marcas e varejistas estão percebendo que investir em regiões periféricas, onde a densidade populacional das classes C e D é maior, traz resultados expressivos. Além disso, essas áreas apresentam menor concorrência em comparação aos grandes centros urbanos, abrindo espaço para a consolidação de novas lojas e pontos comerciais.
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Ofertas acessíveis, mas de qualidade
O consumidor da classe C e D é exigente. Ele busca preços competitivos, mas também espera qualidade e bom atendimento. Promoções, programas de fidelidade e pagamentos facilitados são estratégias comuns para conquistar esse público.
Experiência de compra personalizada
Com a digitalização crescente, mesmo os consumidores das classes emergentes estão conectados. Pesquisas mostram que cerca de 70% das compras realizadas por essas classes são feitas em smartphones e influenciadas por redes sociais. Estar presente nos canais digitais e oferecer integração entre o ambiente físico e online é essencial para capturar esse público.
Valorização do pequeno: o comércio local torna-se: um ponto estratégico para o grande varejo
Localizado em uma das avenidas mais movimentadas de Carapicuíba, o Centro Comercial Carapicuíba I e II se posiciona como um exemplo claro de como marcas globais se beneficiam do comércio local.
A valorização do comércio local nestas regiões é uma tendência crescente, que se tornou mais forte após a pandemia, quando movimentos incentivaram essa consciência nos moradores, os quais passaram a consumir mais produtos e serviços em sua região, não tendo a necessidade de se deslocar para os grandes centros urbanos.
Quais suas vantagens?
- Alta densidade populacional: Carapicuíba e Osasco são algumas das cidades mais densamente povoadas da Região Metropolitana de São Paulo, com grande concentração de moradores das classes C e D.
- Fluxo de pessoas: localizados em áreas estratégicas, estes espaços comerciais fidelizam um público diversificado que busca produtos de grandes marcas, conveniência e variedade próximo a suas residências.
- Mix de lojas: estes empreendimentos oferecem um mix equilibrado de lojas e serviços, incluindo opções de alimentação, serviços e varejo essencial, atendendo às necessidades imediatas dos consumidores.
- Parcerias fortes: McDonald’s, Burger King, SmartFit, Petz e Oggi Sorvertes, são grandes exemplos de marcas que se beneficiam da localização estratégica e da alta densidade demográfica do público nestas regiões fora do centro da cidade.
O impacto desse movimento no futuro do varejo
Com o aumento do poder de consumo das classes C e D, o varejo brasileiro está sendo redesenhado. O futuro aponta para uma maior descentralização dos grandes centros comerciais, com investimentos focados em regiões emergentes e espaços que promovam conveniência e proximidade ao consumidor final.
Algumas vantagens de investir em regiões emergentes são: diversificação de portfólio, a locação dos espaços comerciais tem excelente custo-benefício, há uma grande procura dos consumidores por novos produtos e experiências de consumo, há espaço tanto para grandes marcas como para marcas menos conhecidas, mercado consumidor em crescimento acelerado, entre outros.
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